Tucanas lideram ranking de mulheres mais votadas para a Câmara


Mara Rocha e Rose Modesto se destacaram nas urnas com votações expressivas em seus estados.

Duas deputadas eleitas pelo PSDB foram as mulheres mais votadas em todo o país, em termos proporcionais, na disputa por uma cadeira na Câmara Federal. Rose Modesto recebeu 9,75% dos votos no Mato Grosso do Sul. Já Mara Rocha foi a escolhida por 9,42% dos eleitores do Acre.

Atual vice-governadora do Mato Grosso do Sul, Rose Modesto foi a candidata a deputada federal mais votada no estado, com 120.901 votos. Em 2008, ela foi eleita vereadora de Campo Grande pela primeira vez. A tucana se destaca por projetos ligados à área social e à educação, além de políticas de proteção às mulheres e combate à violência contra crianças.

Com 40.047 votos, Mara Rocha foi a mais votada no Acre para a Câmara dos Deputados. A tucana estará pela primeira vez na Casa, mas é conhecida há muito tempo pelos acreanos. Irmã do vice-governador eleito, deputado Rocha (AC), Mara foi âncora de importantes telejornais do estado e presidente do PSDB-Mulher no estado. Jornalista e apresentadora, Mara defende mais espaço para a mulher na política e levanta bandeiras na área rural, em defesa da educação, segurança e saúde.

BANCADA FEMININA
A partir de 2019, as mulheres terão mais espaço na Casa. A bancada feminina passou de 51 para 77 cadeiras. Destas, oito mulheres foram eleitas pelo PSDB. Além de Rose e Mara, fazem parte do grupo Tereza Nelma (AL), Edna Henrique (PB), Shéridan (RR), Mariana Carvalho (RO), Geovania de Sá (SC) e Bruna Furlan (SP).

Mesmo tendo aumentado a representatividade, há estados que não elegeram nenhuma mulher para a Câmara dos Deputados: Maranhão, Sergipe e Amazonas. O Distrito Federal elegeu 5 mulheres em uma bancada composta por 8 deputados federais, e foi proporcionalmente o ente federado que mais elegeu mulheres. Em termos absolutos, São Paulo, terá o maior número de deputadas, com 11 mulheres eleitas na bancada de 70 deputados.

O voto feminino e possibilidade de as mulheres serem eleitas foram assegurados no Brasil pelo Código Eleitoral de 1932. Em 1933, foi eleita a primeira deputada federal do Brasil, a médica Carlota Pereira de Queirós (SP), para integrar a Assembleia Nacional Constituinte.

(Da redação)

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22 outubro, 2018 Banner, Últimas notícias Sem commentários »

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