Corte das despesas de custeio favorece investimentos, defende Nilson Leitão


Congresso deve cortar na própria carne para dar o exemplo, afirma Nilson Leitão.

Em entrevistas ao Canal Rural e à Rádio 93 FM, de Sinop, o líder do PSDB na Câmara, deputado Nilson Leitão (MT) voltou a defender as propostas de corte de despesas de custeio protocoladas por ele com apoio da bancada tucana. Nesta quarta-feira (11), o Congresso deve votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) com a inclusão do corte de 10% acatada pelo relator a partir de emenda apresentada pelo líder.  

A emenda proposta por Leitão sugeria a redução de 20% dos gastos de custeio das atividades meio (diárias, passagens, telefone, combustível de carros oficiais, reformas e compra de imóveis funcionais e outras). O relator da LDO, senador Dalirio Beber (PSDB-SC), acatou parcialmente a emenda, determinando a redução de 10% desses gastos.

Como destaca o parlamentar, se a proposta for aprovada nesta semana, já representará uma redução de custos para o ano que vem. A medida não afetará recursos para saúde e educação, por exemplo. Ao contrário, fará com que haja mais recursos disponíveis para investimentos em áreas essenciais.

Essa é apenas uma das medidas protocoladas recentemente pelo deputado. O líder tucano apresentou na semana passada duas propostas de emenda à Constituição que também visam a redução dos gastos públicos. Uma delas diminui a quantidade de deputados e senadores (PEC 431) e a outra limita a verba de deputados estaduais a 50% da verba dos deputados federais (PEC 429) – uma economia de mais de R$ 5 bilhões em quatro anos.

O deputado alerta que todos concordam com a necessidade de enxugamento, mas ninguém quer cortar na própria carne. “É possível reduzir o custo da máquina pública e isso deve começar pelo Congresso Nacional, seguindo para estados e municípios”, alerta.

Durante a entrevista, o parlamentar rebateu as críticas de oportunismo. “O que alguns desconhecem é que para se fazer esse tipo de mudança é preciso alterar a Constituição. Apenas a apresentação da proposta precisa do apoio de 171 deputados. A verdade é que esse é o momento ideal, pois os parlamentares estão expostos. Se fosse antes, eu não teria nem 20 assinaturas de apoio”, explicou.

Segundo o líder, ao reduzir os gastos com a estrutura da máquina pública, sobrará dinheiro para investimentos em obras e outros setores. “E quando investimos, geramos emprego e renda. Isso gera desenvolvimento e daí partimos para a redução dos impostos. O que não pode é manter como está hoje”, destacou.

O líder tucano defendeu ainda redução de impostos, prevista na proposta de reengenharia tributária, relatada pelo deputado Luiz Carlos Hauly (PR). “É uma briga necessária. Vamos desburocratizar, simplificar e atrair investimentos”, disse.

(Djan Moreno/ Foto: Alexssandro Loyola)

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9 julho, 2018 Destaque3, Últimas notícias Sem commentários »

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