Importantes demandas das pessoas com deficiência vão pautar trabalhos, afirma Mara Gabrilli


Mara atuou na criação da comissão, em 2015, e hoje assume o comando do colegiado.

A deputada Mara Gabrilli (SP) assumiu a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência (CPD). Eleita nesta quarta-feira (4), ela reafirmou o compromisso de manter uma agenda de trabalho alinhada ao mesmo objetivo de quando a CPD foi criada, em 2015, visando atender a um público historicamente excluído. “Temos uma dívida muito grande com as pessoas com deficiência no Brasil”, afirmou.

Entre os grandes desafios previstos para 2018 estão a regulamentação da Lei Brasileira de Inclusão, aprovada em 2015; a solução de questões burocráticas que estão limitando a vida dos paratletas e prejudicando o paradesporto brasileiro. Mara também quer dialogar com gestores municipais para incentivar o cumprimento da legislação no que diz respeito a calçadas.

Além de analisar 180 projetos que estão na comissão, outra meta é fortalecer os conselhos municipais, estaduais e o nacional dos direitos da pessoa com deficiência (Conade). “Nossa missão é promover a acessibilidade, garantir direitos e combater qualquer forma de discriminação”, afirmou.

A distribuição de órteses, próteses e outras tecnologias é outro tema sensível. “Se estou aqui hoje é por conta do trabalho de muitas associações, muitas pessoas com deficiência e, principalmente pela oportunidade que eu sempre tive de ter uma cuidadora”, disse, para em seguida afirmar ser a primeira deputada presidente da Comissão e que tem uma assistente pessoal. “Se eu não tivesse a Rosa, o que eu ia fazer se não me mexo?”, disse. Mara perdeu os movimentos do pescoço para baixo em um acidente automobilístico em 1994 e hoje é acompanhada por uma cuidadora.

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Ao assumir a presidência, Mara se disse emocionada, ao lembrar que essa Comissão foi criada por iniciativa dela e outros dois parlamentares com deficiência. Segundo a tucana, o que impede uma pessoa com deficiência de ter uma vida

Mara ao lado do deputado Eduardo Barbosa, eleito 1º vice-presidente da comissão.

plena é a falta de acessibilidade, a discriminação, e a barreira da atitude. “Minha gratidão de estar aqui porque é dessa forma que a gente derruba a barreira de atitudes que tanto dificulta o ir e vir das pessoas deficientes”, disse.

Mara Gabrilli disse que começa o trabalho empolgada com as sugestões trazidas pelo público na página dela no Facebook, logo depois de divulgar a indicação para ocupar a presidência. “Recebi milhares de manifestações e mais uma vez as pessoas com deficiência pautam o Congresso Nacional”, destacou.

Eleito 1º vice-presidente da Comissão, o deputado Eduardo Barbosa (MG) elogiou a unidade do colegiado, que permite o aprofundamento do debate. “Aprendemos não apenas conceitos, mas experiência de vida, e isso nos torna mais sensíveis para a representatividade da população brasileira”, disse.

As deputadas Geovania de Sá (SC) e Yeda Crusius (RS) assumiram o compromisso de trabalhar pelo fortalecimento de políticas públicas voltadas para as pessoas deficientes. “A ideia de dedicar uma ou duas semanas para debater e votar projetos relacionados a essa questão é uma excelente ideia”, disse Yeda Crusius.

Assista a transmissão da sessão que elegeu a deputada:

(Ana Maria Mejia/ Foto: Alexssandro Loyola/ Áudio: Hélio Ricardo)

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4 abril, 2018 Destaque2, Últimas notícias Sem commentários »

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