Fora, PT!


Para o bem do Brasil, acaba um período marcado por muita incompetência e inúmeros erros 

ptApós 13 anos e quatro meses no poder, chega ao fim a era petista no governo federal, que conduziu o país ao descrédito internacional e a uma crise política, econômica e social jamais vista em 25 anos. A agora ex-presidente Dilma Rousseff terá até 30 dias para deixar o Palácio da Alvorada.

Foram muitos os equívocos cometidos por Dilma Rousseff durante o seu período à frente do governo federal. Entre eles, destacam-se a inaptidão política que fez com que o governo perdesse quase toda a sua base de aliados no Congresso Nacional; as promessas não cumpridas, com o lançamento de pacotes e o anúncio de reformas que sequer chegaram a sair do papel; a corrupção que chegou a níveis inimagináveis durante a gestão petista, vinda à tona principalmente pelas investigações da Operação Lava Jato, e que envolveu nomes da cúpula do PT; e talvez o maior problema: o desastre na condução econômica.

A falha do governo Dilma em ler os sinais já óbvios dados pelo mercado levou o Brasil a uma recessão que pode ser equiparada à de 1929. A ingerência na economia, o populismo e erros na gestão da maior estatal brasileira, a Petrobras, levaram à destruição da estabilidade econômica conquistada pelo Plano Real, à volta da inflação, ao desemprego de mais de 11 milhões de brasileiros e à queda do Produto Interno Bruto (PIB). O rombo bilionário nas contas públicas também teve consequências em importantes programas sociais, como o Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida e Pronatec, que tiveram suas verbas cortadas em uma tentativa frustrada de promover um ajuste fiscal.

A incompetência em gerenciar a economia acabou também sendo a causa da queda de Dilma Rousseff. Isso porque o pedido de impeachment apresentado pelos juristas Hélio Pereira Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Conceição Paschoal julga a petista por crimes de responsabilidade cometidos contra a lei orçamentária e os recursos públicos, pelas chamadas “pedaladas fiscais” – operações de crédito com bancos públicos, o que é ilegal, para financiar programas sociais – e por ter editado decretos de suplementação orçamentária, em 2015, sem o aval do Congresso.

Vale lembrar que a abertura do processo de impeachment foi aprovada na Câmara dos Deputados no dia 17 de abril deste ano, em uma votação histórica em que 367 parlamentares de declararam favoráveis ao afastamento de Dilma Rousseff do cargo. O voto decisivo foi dado pelo então deputado federal Bruno Araújo (PSDB-PE), atual ministro das Cidades no governo do presidente Michel Temer. No Senado, a relatoria do processo na Comissão Especial do Impeachment ficou a cargo do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG).

Também foram inúmeros os recursos usados por Dilma Rousseff e pelo PT para tentar evitar o impeachment. Desde de ameaças de apelos à Corte Interamericana de Direitos Humanos e à União de Nações Sul-Americanas (Unasul), ignoradas pelos organismos internacionais, até discursos emocionais e uma “carta os brasileiros”. Dilma chegou até a transformar o governo em um verdadeiro ‘balcão de negócios’, anunciando um pacote de bondades para tentar agradar a parlamentares com poder de voto, sem avaliar os impactos financeiros e orçamentários da liberação de verbas em uma economia já desgastada.

DIREITOS POLÍTICOS

Após aprovar o impeachment de Dilma Rousseff, o plenário do Senado decidiu manter os direitos políticos da petista. Foram 42 votos favoráveis à perda desses direitos (eram necessários 54), 36 contrários e três abstenções. Se a proposta fosse aprovada, a ex-presidente não poderia ocupar cargos públicos nos próximos oito anos.

Como revela matéria publicada nesta quarta-feira (31) pelo UOL, a iniciativa de dividir a votação em duas etapas (uma sobre a cassação do mandato e outra sobre a manutenção dos direitos políticos) partiu do PT e foi acatada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, no início da tarde.

(Da Agência PSDB, com alterações)

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31 agosto, 2016 Últimas notícias Sem commentários »

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