Rombo bilionário


Rombo no orçamento mostra herança maldita e atinge população diretamente, alertam deputados

colagemO déficit de R$ 170,5 bilhões previsto para este ano comprova o desastre da gestão Dilma e como os números do orçamento foram maquiados pela gestão petista. Deputados do PSDB alertam que e população brasileira será a maior prejudicada por essa “credibilidade criativa”. Para os tucanos, o governo de Michel Temer tem um árduo desafio de colocar a economia nos trilhos e deixar claro qual é a real situação do país.

O deputado Fábio Sousa (GO) afirma que a enorme diferença entre o déficit real anunciado agora pela equipe econômica do presidente interino e o número anteriormente divulgado pela equipe de Dilma (R$ 96,7 bilhões) mostra o quanto o governo da petista trabalhava para esconder a verdade dos brasileiros.

“A política econômica da presidente Dilma era de enganação. Enganava por falta de conhecimento e incompetência e também porque omitia informações. Era a dupla enganação”, lamentou Sousa nesta segunda-feira (23).

Segundo o deputado goiano, ao esconder o valor real do déficit, a gestão de Dilma Rousseff prejudicava ainda mais o país, pois não mostrava o que realmente era preciso fazer para que a nação se recupere e ainda gerava enorme falta de credibilidade, algo extremamente danoso para a economia.

“O pior é que a população é quem mais vai sofrer com isso. Quando se tem um déficit gigantesco, se tem uma dívida crescente do Estado, consequentemente haverá menos recursos para aplicar em benefício da sociedade, em áreas como saúde e educação”, explica.

Fábio Sousa afirma que o país ainda deve enfrentar um período difícil por causa do rombo provocado na gestão Dilma. Ele pondera que essa herança maldita dificulta a atividade econômica, acarretando em mais desemprego, empresas falindo e poder de compra caindo.

MUDANÇA DE RUMOS

O deputado confia que o novo governo possa dar início a uma mudança de rumos. Ele ressalta, porém, que é preciso trabalhar em cima da verdade, com números reais, diferente do que fazia o PT. “O governo acertou com as escolhas para a área econômica. Mas se o governo interino não deixar claro para a população e para o mercado a real situação, tudo o que está sendo construído pode cair”, alerta.

Para o deputado Vanderlei Macris (SP), o déficit bilionário é resultado da irresponsabilidade do governo de Dilma com a situação fiscal do país. “Esse rombo de R$ 170,5 bilhões é a cara do PT, da irresponsabilidade do PT, da falta de critério fiscal para poder gerenciar os interesses do país. Foi absolutamente fora de propósito o foco que foi dado na gestão econômica do PT para interesses partidários, e não da sociedade”, criticou o deputado. Segundo ele, foi a vontade de poder atender a demandas impossíveis que levou o país à derrocada.

Macris também acredita que, infelizmente, serão os brasileiros quem pagarão a conta. “Quem paga é toda a sociedade, pela falta de critérios fiscais para poder gerenciar os interesses do país. Isso agora vai custar o emprego de milhões e milhões de brasileiros, vai custar juros altos, vai custar um esforço sobrenatural dos trabalhadores. O PT fez com que a sociedade pague por sua irresponsabilidade”, acrescentou.

Responsável pelo anúncio da proposta, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que a meta foi feita com base em “parâmetros realistas”. Para Vanderlei Macris, a discrepância entre os dados apresentados pelas gestões de Dilma e do peemedebista revela como o Partido dos Trabalhadores se utilizou de mentiras para mascarar a realidade nas contas do país.

PRESIDENTE VAI AO CONGRESSO

Apresentados os números, cabe ao Congresso Nacional deliberar sobre a autorização para o país encerrar as contas do ano com déficit. Caso a aprovação não ocorra até 30 de maio, o país terá de fazer contingenciamento que pode comprometer o funcionamento da máquina pública. A meta fiscal vigente no momento para o governo federal é superávit de R$ 24 bilhões. Incluindo estados e municípios, sobe o superávit para R$ 30,55 bilhões.

Nesta segunda-feira (23), o presidente Michel Temer veio ao Congresso e se reuniu com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para entregar a nova metal fiscal. No início da noite, por falta de quórum , o presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), deputado Arthur Lira (PP-AL), cancelou a reunião que iria votar o projeto do governo (PLN 1/16) que altera a meta de resultado primário. Havia quórum entre os deputados, mas faltava um senador para manter a reunião e dois para garantir a votação do relatório. Uma nova reunião da CMO está marcada para as 10h, enquanto a sessão do Congresso foi antecipada para as 11h.  Também há na pauta do Congresso 24 vetos presidenciais que trancam os trabalhos.

NÚMEROS

R$ 170,4 bi
É o déficit previsto na nova meta fiscal elaborada pela equipe econômica do governo para 2016.

R$ 74 bi
É a diferença entre a nova meta fiscal elaborada pela equipe econômica do governo Temer e aquela prevista pela gestão anterior. 

(Reportagem: Djan Moreno, com informações da Agência PSDB/fotos: Alexssandro Loyola)

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23 maio, 2016 Últimas notícias Sem commentários »

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