Impeachment no Senado


Deputados elogiam consistência do parecer de Anastasia recomendando afastamento de Dilma

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“Cabe refutar as insistentes e irresponsáveis alegações, por parte da denunciada, de que este processo de impeachment configuraria um ‘golpe’. Em primeiro lugar, nunca se viu golpe com direito a ampla defesa, contraditório, com reuniões às claras, transmitidas ao vivo, com direito à fala por membros de todos os matizes políticos, e com procedimento ditado pela Constituição e pelo STF”, rechaçou Anastasia.

Deputados do PSDB destacaram a consistência do relatório apresentado pelo senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) na comissão especial do impeachment. O documento, que pede a instauração do processo contra a presidente Dilma, foi lido nesta quarta-feira (4) e será votado na sexta-feira (10) pelo colegiado. Em seguida, se for aprovado em plenário, em sessão marcada para o dia 11, a petista será afastada por até 180 dias.

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Os tucanos avaliam que o texto deixa explícita a existência de crimes de responsabilidade cometidos por Dilma e descarta, de uma vez por todas, os argumentos contrários a instauração do processo. De acordo com o relatório, a denúncia contra Dilma está de acordo com a Constituição e deve ser aceita. O texto rechaça a tese de golpe pregada pelo PT e afirma que o trâmite tem seguido as leis, sendo que foi resguardado o direito a ampla defesa. Afirma também que existe previsão legal para o impeachment, para evitar um “poder absoluto do governante”, e alerta que há indícios de materialidade e autoria das “pedaladas fiscais”.

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O deputado Domingos Sávio (MG) disse que o texto de Anastasia ratificou o que a Câmara já havia apontado ao aprovar o relatório elaborado na Casa pelo deputado Jovair Arantes (PTB-GO). “O Brasil vivenciou a oportunidade de ter um de seus mais ilustres juristas relatando essa matéria de interesse de todos os brasileiros. O parecer do Anastasia sepulta de vez esse argumento desesperado de golpe. Verifica-se que houve crime de responsabilidade”, afirmou.

Para o tucano,o desejo dominante é de que o Brasil seja tirado do “mar de lama” no qual o desgoverno petista o jogou e volte à normalidade administrativa. Mas, completa, espera-se que isso ocorra, como tem sido, seguindo o caminho da legalidade.

FIM DE UM CICLO PERVERSO

O deputado Elizeu Dionizio (MS) destacou a votação iminente do relatório, pois o país já não suporta mais a atual situação. “O Brasil está parado. O mercado financeiro vive uma expectativa, assim como a sociedade em geral. Queremos uma nova gestão e esperamos que nela seja feita a travessia do Brasil que vivemos hoje para o Brasil que todos esperam. A conclusão desse processo deve ser célere para voltarmos a sonhar e viver com normalidade no país”, afirmou.

Os deputados tucanos acreditam que o afastamento de Dilma, que deve ocorrer em na próxima semana, será o símbolo do fim de um período tenebroso para os brasileiros. “Faltam cerca de sete dias para encerrarmos esse ciclo perverso do lulopetismo”, apontou o deputado Jutahy Junior (BA), em discurso.

Para o tucano, o maior efeito das crises provocadas pelo governo do PT é o desemprego, que já afeta 11 milhões de brasileiros. “Graças a Deus temos em nossa Constituição instrumento legal de afastamento dentro das normas da democracia, que é o impeachment. Nós vamos conquistar essa maioria no Senado para afastar a presidente”, alertou.

Também em discurso, o deputado Luiz Carlos Hauly (PR) afirmou que o afastamento de Dilma significará a retomada da esperança. “Cada dia a preocupação é maior, cada dia há mais desempregados, inflação, carestia, elevação das taxas de juros ao consumidor, do cheque especial, do crédito direto ao consumidor. Cada dia o desespero se abate sobre as famílias brasileiras. Mas há uma esperança que pode se transformar em dias melhores para o Brasil, com a mudança imediata de governo”, afirmou.

Após Anastasia finalizar a leitura do relatório pela admissibilidade do pedido de impeachment, foi concedida vista coletiva do parecer. Nesta quinta-feira (5) será feita a discussão e haverá nova oportunidade para que a Advocacia Geral da União se manifeste em defesa da presidente. A votação do parecer será na sexta-feira (6).

(Reportagem: Djan Moreno/foto: Gerdan Wesley/ Áudio: Hélio Ricardo)

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4 maio, 2016 Últimas notícias Sem commentários »

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