Escândalo no Turismo


Prisões só foram efetuadas porque havia indícios fortes de irregularidades, diz Francischini

O deputado Fernando Francischini (PR) contestou nesta quarta-feira (10) a alegação de que houve abuso de poder na operação que resultou na prisão de 36 pessoas suspeitas de desvios de recursos provenientes do Ministério do Turismo. Após ter sido designado pela Comissão de Fiscalização Financeira da Câmara, o tucano esteve à tarde com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, junto com o deputado Edson Santos (PT-RJ).

“São infundadas as críticas de que houve injustiça. O processo foi super criterioso”, declarou. “Há uma tentativa de desqualificar a operação, enquanto o que precisamos é exatamente dar respaldo para continuar este trabalho, inclusive em outros ministérios”, avaliou Francischini. Ontem o parlamentar havia apresentado requerimento de informações endereçado a Cardoso pedindo mais informações sobre a Operação Voucher. A proposta foi aprovada hoje pela Comissão de Fiscalização.

De acordo com o parlamentar do PSDB, a autorização judicial para as prisões só foi concedida porque havia provas robustas contra os envolvidos, como gravações telefônicas feitas com autorização judicial. Ele destacou que a Operação Voucher tem a chancela não apenas da Polícia Federal, mas também do Ministério Público e da própria Justiça Federal. “Há indícios graves de corrupção. Havia uma quadrilha com funções definidas que desviou quase R$ 4 milhões”, destacou Francischini. “Fingiam que o serviço era executado e desviavam dinheiro público. As pessoas presas são as que liberaram e as que receberam”, completou o tucano, ao se referir às supostas operações de fachada conduzidas pela ONG Ibrasi.

Delegado da Polícia Federal com vasta experiência, Franchischini ponderou, ainda, que é procedimento padrão usar algemas em aerononaves militares, como ocorreu no caso da Operação Voucher, já que os policiais não andam armados em aviões em vários países. O fato de os presos terem sido algemados também motivou críticas à operação.

Na próxima semana integrantes da Comissão de Fiscalização vão ao Amapá, estado onde as fraudes teriam ocorrido. Os parlamentares devem comparecer à 1ª Vara da Seção Judiciária do Estado. O processo que motivou as detenções corre em segredo de justiça.

(Da redação/ Foto: Leonardo Prado – Ag. Câmara)

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10 agosto, 2011 Últimas notícias Sem commentários »

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