Ministros de Relações Exteriores e da Defesa vão à CREDN


A Comissão de Relações Exteriores (CREDN) aprovou nesta quarta-feira, 4, quatro requerimentos para que os ministros das Relações Exteriores, Carlos França, e da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, compareçam ao Colegiado para discutir as prioridades de cada pasta para o ano. O presidente da CREDN, Pedro Vilela (PSDB-AL) e a deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), são os autores das propostas.

Na semana passada, Pedro Vilela conversou com os ministros que se colocaram à disposição da CREDN. “Ainda envoltos em uma pandemia, estamos sendo impactados por uma guerra na Europa. É fundamental que o Brasil se posicione e atue em defesa dos nossos interesses e da resolução dos conflitos por meio da diplomacia”, explicou Vilela. “No campo da Defesa, os desafios são igualmente grandes para as nossas Forças Armadas e a nossa indústria. Vamos realizar duas audiências para tratar do que verdadeiramente importa para o Brasil”, afirmou.

Entre os temas destacados pelo deputado, estão a agenda de modernização do MERCOSUL, a ratificação dos tratados de livre comércio com a União Europeia e a EFTA, além do papel do Brasil no Conselho de Segurança da ONU no biênio 2022 – 2023. No âmbito da Defesa, a prioridade serão as discussões em torno da adoção de um orçamento previsível que permita a execução dos cronogramas de reequipamento e modernização das Forças Armadas; a participação em missões de Paz; e a possibilidade de o Brasil ascender à condição de país-observador da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

Já Perpétua Almeida justificou o convite ao ministro da Defesa, considerando, entre outras coisas, a guerra no Leste Europeu e o seu impacto para a ordem internacional. “Além disso, estamos em um ano de eleições, em que o papel constitucional das Forças Armadas será exigido e testado. Ano para superarmos a pandemia e recuperarmos os investimentos nos projetos estratégicos de Defesa”, assinalou.
Quanto à presença do chanceler, a deputada pretende obter informações acerca da adesão do Brasil à OCDE e os impasses comerciais no MERCOSUL relativos à redução da Taxa Externa Comum (TEC) e a maior liberdade para negociações fora do bloco.

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4 maio, 2022 Noticia4, Últimas notícias Sem commentários »

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