PSDB é o partido que governará para maior número de habitantes a partir de 2019


João Doria, Eduardo Leite e Reinaldo Azambuja saíram vitoriosos das urnas.

O PSDB é o partido que vai governar para o maior número de habitantes a partir de 2019 ao vencer a disputa pelo governos de São Paulo, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. Esses três estados somam quase 60 milhões de pessoas – praticamente um terço da população do país.

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O cálculo leva em conta as projeções populacionais do IBGE e o resultado das eleições deste ano.  Em segundo lugar vem o PT, que apesar de ter eleito quatro governadores, governará para  praticamente a metade do número obtido pelo PSDB: 30 milhões. Em 2014, os tucanos também ficaram no topo do ranking neste quesito.

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Mesmo com a forte renovação política promovida pelos eleitores, o PSDB continua sendo reconhecido como um partido forte e com experiência positiva em suas gestões. É o que avalia o deputado Vanderlei Macris (SP), reeleito no começo do mês para mais um mandato. Ele lembra que o pleito deste ano foi marcado por uma pulverização de partidos, seja no Congresso Nacional, ou na administração dos estados. Nesse caso, os governadores eleitos são de 13 diferentes legendas.

“Apesar das dificuldades, o PSDB continua sendo um partido reconhecidamente competente para administrar algumas das maiores populações do Brasil. Isso é uma demonstração de que o partido está vivo e vibrante. Temos uma grande estrutura e não faltamos ao Brasil, demos nossa contribuição para o processo democrático”, apontou Macris nesta segunda-feira (29).

Para ele, a maior demonstração de que o partido tem desempenhado boas gestões é São Paulo, onde João Dória foi eleito com 51,75% dos votos. É a sétima vez consecutiva que os paulistas escolhem um governador tucano. “O partido tem uma história suficiente para dizer que atende as demandas da sociedade. É a sétima vez em São Paulo”, ressaltou.

Macris comemora triunfo de João Doria em São Paulo ao lado do filho Cauê Macris.

Em Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja foi reeleito com 52,35%, consolidando a boa gestão desde 2015. No Rio Grande do Sul, os gaúchos mantiveram a tradição de não reeleger governadores e escolheram o jovem tucano Eduardo Leite, ex-prefeito de Pelotas, para administrar o estado até 2022. Com apenas 33 anos, ele será o mais novo entre os gestores estaduais em todo país. É a segunda vez que o PSDB administra o estado. Entre 2007 e 2011 foi comandado por , Yeda Crusius, atual presidente do PSDB Mulher e deputada federal.

NOVOS RUMOS

Macris destaca que o PSDB tem bandeiras históricas como a responsabilidade fiscal e o compromisso social, que precisam ser mantidos, ao mesmo tempo em que precisará identificar e assumir erros e definir um novo rumo diante da atual conjuntura política no país.

“Todo o trabalho que realizamos até hoje nesses e em outros estados nos ajudará a definir o rumo que vamos tomar. João Dória e os demais governadores terão um papel importante nesse caminho que deveremos adotar. Vamos formar esse acordo com eles, com senadores e os deputados eleitos. Temos um grande contingente político que pode fazer uma boa avaliação, uma imersão em novos rumos, que é a nossa grande tarefa a partir de agora”, defende o deputado paulista. Macris exercerá o quarto mandato seguido.

Para ele, há uma desconfiança de alguns setores da sociedade quanto ao futuro governo do presidente eleito Jair Bolsonaro, mas é preciso pautar a atuação política em prol do Brasil. Segundo ele, as reformas necessárias ao país, como a tributária e política, devem ter o apoio do partido.

(Reportagem: Djan Moreno/foto: divulgação/ Áudio: Hélio Ricardo)

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