Cortar gastos de custeio da máquina pública é caminho para investir mais naquilo que importa ao cidadão


Tucanos querem Estado mais enxuto é eficiente, capaz de prestar serviços melhores para a sociedade em áreas como saúde e educação.

A arrecadação de impostos no Brasil está em alta, mas a qualidade dos serviços públicos continua não correspondendo ao peso da carga tributária. Para deputados do PSDB, o inchaço da máquina pública impede o país de investir mais e melhor em setores fundamentais para a população, como saúde, segurança e educação. Por isso, vêm defendendo com enfase ao longo deste ano a necessidade de redução de despesas que mantém essa pesada máquina. Com isso, sobrará mais dinheiro para gastar naquilo que realmente a sociedade espera. 

Para se ter uma ideia, na última quinta-feira (23) o total de tributos pagos pelos brasileiros somente neste ano atingiu R$ 1,5 trilhão. Os dados são do Impostômetro, atualizado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP). De acordo com a ACSP, a marca foi alcançada 22 dias antes do registrado no ano passado. Por meio do seu perfil no Twitter, o líder do PSDB na Câmara, deputado Nilson Leitão (MT), comentou o dado e voltou a defender a redução de gastos com a manutenção da máquina.

“Mesmo com desemprego ainda alto, os contribuintes estão pagando mais impostos. E recebendo cada vez menos contrapartidas. Se os brasileiros pagam cada vez mais impostos por que recebem cada vez menos serviços do Estado? Porque grande parte da receita é gasta com o funcionamento da máquina administrativa, com privilégios e desperdícios. E sobra muito pouco para aplicar em Saúde, Educação, Segurança”, explicou o deputado.

Reproduzir

Autor de medidas que visam enxugar máquina pública, Nilson Leitão afirma que só assim será possível ampliar e melhorar os serviços prestados ao cidadão e também reduzir impostos. “Os brasileiros hoje são escravos do Estado brasileiro: pagam a conta e pouco recebem. Uma das nossas propostas é reduzir o número de senadores de 81 para 54; de deputados federais de 513 para 395 e de deputados estaduais de 1095 para 804. Teríamos uma economia de R$ 5 bilhões em quatro anos”, ressalta.

Outro combatente dos privilégios e gastos excessivos para manter todo o aparato estatal, o deputado Pedro Cunha Lima (PB) reforça a defesa por uma máquina pública mais enxuta. “O problema hoje é a falta de eficiência do Estado e a falta de capacidade de reformar o Brasil”, apontou nesta segunda-feira (27). O jovem parlamentar é autor de propostas como a que restringe fortemente o uso de carros oficiais. 

A estimativa é de que neste ano a arrecadação no Brasil chegue a R$ 2,2 trilhões. Apesar da alta cifra, o valor ainda é insuficiente para cobrir os gastos do setor público, na avaliação do economista Marcel Solimeo, da ACSP. Segundo ele, o problema no país não é arrecadar impostos, mas sim controlar os gastos, pois o Estado gasta mais do que deveria e não entrega serviços minimamente aceitáveis à população.

Na avaliação de Vanderlei Macris (SP), a atual elevação na arrecadação de impostos pode representar o início de um reaquecimento da economia, mas que precisa ser acompanhado de maior eficiência da administração pública. O parlamentar também defende as reformas e ressalta que apenas com elas será possível ofertar à sociedade serviços melhores. Isso porque haverá uma otimização do uso dos recursos públicos.

“Além disso, é necessária uma verdadeira revolução no que diz respeito ao enxugamento do Estado. Precisamos cuidar da saúde, da educação, da segurança. Mas, para isso, temos que ter recursos”, concluiu.

(Reportagem: Djan Moreno/fotos: Alexssandro Loyola/ Áudio: Hélio Ricardo)

Compartilhe:
27 agosto, 2018 Banner, Últimas notícias Sem commentários »

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *