Otavio Leite faz balanço dos seis meses da intervenção na segurança pública do Rio


Desestruturação do aparato policial no Rio havia alcançado dimensões muito agudas, lembra Otavio Leite ao contextualizar a intervenção.

Integrante da comissão externa criada pela Câmara para acompanhar a intervenção federal na área de segurança pública no Rio de Janeiro, o deputado Otavio Leite (RJ) fez nesta quarta-feira (22) um balanço de seis meses da operação. “A intervenção foi uma providência necessária. Contudo, não há milagres. A desestruturação do aparato policial no Rio havia alcançado dimensões muito agudas”, afirmou. 

De acordo com o Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro, há resultados positivos: pelo quarto mês consecutivo, o indicador de roubo de veículos mostrou redução de 29% em julho. Já os roubos de carga tiveram queda de 28% no trimestre encerrado em julho em comparação com o mesmo período de 2017. O roubo de rua também teve queda de 11% na comparação trimestral. Por outro lado, o Observatório da Intervenção, formado pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes, aponta dados preocupantes: foram 2.617 homicídios dolosos, sendo que 736 moradores e 51 agentes de segurança acabaram mortos.

Na avaliação do parlamentar carioca, a reconstrução da disciplina, organização e eficiência se dará num processo que requer recursos, comando e inteligência. “Eu tenho certeza de que nós vamos apontar para uma diminuição dos índices da violência no Rio de Janeiro”, apontou Otavio Leite.  De acordo com o gabinete da intervenção, 1,4 mil policiais que atuam em Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) foram treinados e mais 2,5 mil farão a reciclagem até o final do ano. Além disso, as corregedorias foram fortalecidas e, para os próximos meses, a tendência é de queda nos índices, principalmente em função da compra de equipamentos e tecnologias.

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O parlamentar do PSDB afirma ainda que só agora alguns recursos estão sendo liberados para compra de equipamentos, a exemplo de munição, armas e logística. Para ele, a próxima gestão deve manter essa parceria com o governo federal e as forças armadas para prosseguir esse trabalho, mas sem necessariamente estar sob o regime da intervenção.

Para além de eventuais resultados imediatos, o tucano avalia que os problemas vão persistir se as causas estruturantes da violência não forem atacadas, a exemplo da fácil cooptação de jovens para o crime organizado. Entre as medidas apontadas pelo tucano neste sentido, estão escola em horário integral e educação familiar.

(Reportagem: Ana Maria Mejia/foto: Alexssandro Loyola/ Áudio: Hélio Ricardo)

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22 agosto, 2018 Destaque2, Últimas notícias Sem commentários »

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