Falhas sem fim


Para Gomes de Matos, demora para inscrição pelo Sisu é falta de respeito com estudantes

O deputado Raimundo Gomes de Matos (CE) classificou de “falta de respeito” a espera de até sete horas para os estudantes se matricularem pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Como se não bastassem os transtornos que marcaram todo o processo – no qual os candidatos usam a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para obter vaga numa universidade pública -, os alunos enfrentaram ontem (27) mais este obstáculo. O caso foi registrado na Universidade Federal do ABC (UFABC), onde os futuros universitários se irritaram com a longa espera.

Para o tucano, isso mostra mais uma vez que o ministro da Educação, Fernando Haddad, tem se posicionado de forma incorreta com sua equipe. “Já era para ter demitido muitos dos seus colaboradores. Na verdade, a presidente nem deveria ter mantido o ministro no cargo, pois os erros persistem. Isso é uma falta de consideração e respeito com os alunos e com toda a sociedade brasileira”, lamentou o deputado nesta sexta-feira (28).

O jornal “O Estado de S.Paulo” cita o caso da estudante Mariana do Nascimento, de 22 anos, que esperou das 9h30 até às 16h30 para se matricular em Ciência e Tecnologia na universidade paulista. “Depois de tudo que a gente passou com o Enem, era de se esperar isso”, afirmou Marina. Outros estudantes também reclamaram dos poucos funcionários atendendo as ligações.

Mas mesmo com estes casos registrados, o MEC afirma que o site do Sisu está funcionando normalmente e as matrículas poderão ser feitas até a próxima segunda-feira (31). Além disso, a UFABC afirma que não houve problemas técnicos, apenas uma troca de impressora que levou dez minutos. A instituição também negou que a plataforma do Sisu, onde é feita a matrícula, estivesse lenta.

Para evitar novos transtornos, o parlamentar afirmou que é preciso melhorar logo a gestão do Sisu. “Antes de implantar um sistema, o gestor deve conhecer e tomar todas as providências para ver a operacionalidade e saber quais dificuldades poderão surgir. Esta é uma responsabilidade que o ministro também deveria ter. Se existe um sistema falho, quem autorizou a implementação dele?”, questionou o parlamentar.

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(Reportagem: Letícia Bogéa/ Foto: Eduardo Lacerda/Áudio: Elyvio Blower)

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28 janeiro, 2011 Últimas notícias Sem commentários »

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