Estabilidade ameaçada


Alvaro Dias: alta dos juros ressuscita o monstro da inflação destruído pelo Plano Real

A alta taxa de juros cobrada do trabalhador brasileiro é um sintoma da volta da inflação. Essa é a opinião do líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), diante de dados negativos da economia brasileira. Segundo o jornal “O Estado de S. Paulo”, os juros médios para pessoa física subiram 4,5 pontos percentuais em apenas duas semanas. Além disso, dados do Banco Central (BC) mostram que, após pacote do governo para conter o crédito, o juro médio no sistema financeiro subiu de 35% ao ano no fim de 2010 para 38% em 12 de janeiro, o mais alto desde abril de 2009.

Para o tucano, os petistas comemoram a transformação do país conquistada com o Plano Real,  mas não fazem questão de preservar os avanços que acabaram com a inflação e estabilizaram a moeda. De acordo com o parlamentar, o governo do PT tem que rever este modelo de administração, fazendo reformas estruturais e corte nos gastos públicos.

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“Esses números mostram que o monstro da inflação, destruído pelo Plano Real, está ressuscitando. Isso aconteceu porque o governo não faz a lição de casa. É perdulário e gasta excessivamente com supérfluos. Foi estabelecida a superposição de ações para atender a burocracia partidária e o apetite fisiológico dos aliados”, criticou o tucano nesta quinta-feira (27).

Reportagem do “Estadão”  informa que o encarecimento do crédito foi gerado no início do mês passado quando o governo mudou algumas regras e passou a exigir que bancos mantenham maior volume de recursos retidos no BC, o chamado depósito compulsório. Com isso, cai o volume de dinheiro em circulação e instituições deixam de ganhar dinheiro, já que os valores recolhidos no BC poderiam ser emprestados ou investidos.

O líder do PSDB no Senado destaca ainda que o trabalhador brasileiro vai pagar a conta deixada pela gestão Lula. “Não há dúvida que a vítima maior de qualquer sistema inflacionário é o mais pobre. O mais rico aplica na roda da especulação financeira e acaba recuperando os prejuízos. Agora o pobre, o assalariado, sofre as consequências dramaticamente porque não há ganho real de salário. O reajuste nunca acompanha a elevação dos preços dos produtos que o trabalhador consome”, avaliou.

(Reportagem: Artur Filho/Foto:Eduardo Lacerda/Áudio: Elyvio Blower)

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27 janeiro, 2011 Últimas notícias Sem commentários »

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