Transparência necessária


Despesômetro será útil para controlar gastos do governo federal, afirma Gomes de Matos 

Depois do painel impostômetro, criado para exibir a arrecadação de impostos em todo o país, agora é a vez do despesômetro, que mostrará à sociedade quanto, como e em quê o governo federal gasta os recursos públicos. A nova iniciativa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) foi destacada nesta terça-feira (25) pelo deputado Raimundo Gomes de Matos (CE). O objetivo de ambos os painéis, segundo a revista Exame, é revelar o tamanho exagerado da carga tributária – e por extensão – a má qualidade dos gastos públicos. 

Para o tucano, com a nova ferramenta a população poderá acompanhar os gastos do governo federal com mais transparência. “Todos os mecanismos para acompanhar a execução orçamentária do governo são de grande importância”, avaliou. 

O parlamentar lembrou que a despesa da gestão Dilma com os cartões corporativos, por exemplo, poderá ser fiscalizada pelo painel instalado na rua Boa Vista, no centro da capital paulista, assim como a contagem da carga tributária feita pela associação comercial paulista desde abril de 2005.

Segundo Gomes de Matos, um contigente maior da população ficará por dentro dos gastos do Executivo e poderá exercer um controle maior sobre este meio de pagamento. Atualmente, os dados só podem ser acessados por meio do portal da Transparência do governo federal. Como mostrou o blog, os gastos cresceram nos últimos três anos. Em 2008 chegaram a R$ 55,2 milhões e aumentaram para R$ 64,5 milhões em 2009. No ano passado, as despesas com os cartões atingiram R$ 80 milhões. 

O deputado lamentou ainda a alta carga tributária do Brasil e também ressaltou a importância do medidor da ACSP. O painel que registra impostos estaduais, municipais e federais chegou ao último dia de 2010 com um valor recorde de R$ 1,27 bilhão. “Aqui ninguém sabe quanto se paga de imposto, diferente do que ocorre em outros países, onde a tabela de preços revela quanto se paga de imposto em cada produto. Aqui, os tributos são embutidos”, criticou. 

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(Reportagem: Letícia Bogéa/ Foto: Eduardo Lacerda/Áudio: Elyvio Blower)

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25 janeiro, 2011 Últimas notícias Sem commentários »

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